Mas acho que eu deveria

10 abril 2008

Olá, boa tarde!

Temos aqui, em primeira mão, mais um texto do nosso Colaborador Caolho (e to postando só pq alguém escreveu. Eu nem tenho mais tempo pra nada). Mas, aí vai:

Mas acho que eu deveria

Meu queixo repousaria perfeitamente na sua moleira, ali, em cima da cabeça.
Meu pescoço encostaria atrás da sua cabeça e a junção dos ossos da minha clavícula encaixariam na sua nuca.
Meu peitoral colaria atrás de seus ombros, que despertaria em mim a intensa vontade de rodeá-la com meus braços.
Minha mão esquerda agarraria o seu braço direito enquanto minha mão direita agarraria seu braço esquerdo, e as mãos dela apertariam forte as próprias unhas nas costelas.
Meu abdômen estaria pressionando meu membro ereto bem na curvatura das suas costas.
Com as pernas juntas, minhas coxas estariam devidamente encostadas nas suas arredondadas e delicadas nádegas, ao mesmo tempo em que as partes traseiras e macias de suas coxas suavemente ralariam nas duas rótulas dos meus joelhos.
Finalmente, com os dedos dos pés, eu apertaria os seus carcanhares entre meu dedão e meu segundo dedo.
Todo esse contato físico causaria nela a sensação de proteção e aconchego, exceto por essa manobra executada com meus dedos dos pés. Isso provocaria nela um arrepio que percorreria internmente o inverso de todo esse caminho descrito pelo nosso perfeito encaixe.

Será que eu deveria fazer isso? Nada preceia me impedir, nem mesmo ela. Inclusive aparentava o contrário, acho que gostaria de ser possuída, de estar envolta por um corpo quente como o seu.
Será que eu deveria começar tudo isso? Afinal são duas pessoas que não se conhecem ainda. Mas o fato é que nós dois iríamos gozar recíprocamente do mesmo contato físico, das mesmas carícias, transmitindo para o outro o que temos de diferente. E em tempos como hoje, quem não presica de carinho? Precisamos amar mais o próximo. E ela estava tão próxima que sentia o cheiro de seu xampu. Deixei propositalmente cair uma caneta para poder me abaixar e sentir seu perfume do Boticário, seu creme de lavanda e até da sua roupa recém lavada com cheirinho de Mon Bijou.
Mas será que eu deveria fazer tais coisas? Imagino eu que sim, porque no jogo dos sexos vale tudo entre quatro paredes. Paredes que, aliás, permaneciam imóveis como que consentindo para que eu a arrebatasse naquele instante.
Pela última vez, será que eu deveria fazer isso?
A grande arma do ser humano é a capacidade de pensar e raciocinar, mas ela lhe dá um tiro no próprio pé quando o impede de agir conforme seus instintos e vontades mais primitivas, que hoje em dia permanecem adormecidas nos confins dos córtices neurais.
E a arma que dava asas à minha imaginação, permitindo fantasiar tal ato com essa mulher, era a mesma arma que estava engatilhada na minha cabeça me impedindo de fazer tudo isso naquele momento, na fila do banco.
 

Fim

9 abril 2008

É, esse é o fim do Plex Neural como blog de “humor”.

Talvez um dia ele volte.

 

Ou não xD~

FAIL!

26 março 2008

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Ah, fala sério, não precisa nem saber ler alemão né?

Mais Tirinhas!

25 março 2008

Essa tirinha, em particular, me lembrou aquele filme O Sétimo Selo, vocês já olharam? É jóia! Olhem!

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E essa… bom, essa é do humor que eu gosto!

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Update: Tinha esquecido de colocar a fonte. Achei aqui!

Porto Alegre é que tem…

25 março 2008

… um jeito legal.

Porto Alegre está com anos em festa nessa semana! Dia 26 para ser mais exato. Sou filho adotivo de PoA e gosto muito de lá, mas ainda tem muita coisa que eu não sei sobre a encantadora capital dos gaúchos.

Eis que eu encontrei esse blog e indico para todos que querem conhecer um pouco mais sobre a terra dos Campeões Mundiais. Entrem no Marco Zero.

Tirinhas pós-modernas

25 março 2008

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Vi aqui no Chongas, que viu aqui.

Final da Copa de 84

25 março 2008

A melhor parte, com certeza, é: “Hegel argumenta que a realidade é apenas um auxiliar a priori da ética não naturalista. Kant, invocando o imperativo categórico, defende que, ontologicamente, isso existe apenas na imaginação. E Marx reclama que foi impedimento”.

Rá!

25 março 2008

Porque a coleta seletiva é Tr00!

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Vi aqui no Brogui.

=(

24 março 2008

No que eu abri o blogue hoje pela manhã senti aquela familiar (ao menos para mim é familiar) não-vontade de continuar atualizando o Plexo Neural. É amiguinhos, quase que hoje vocês meia dúzia intrépidos visitantes não mais encontrariam o blogue aberto. Mas eu decidi fazer uma coisa diferente dessa vez, uma coisa que eu nunca tinha feito antes, não-desistir.

Admito que não foi fácil. Foi estranho na verdade. Me amarrei o tempo todo. Olhava-o e minimizava-o, olhava-o novamente e fechava-o. Uma sensação rançosa, amoada. Aí eu quase acabei com tudo, mas no fim tive tanta preguiça que preferi continuar com ele aberto pois, vai que um dia eu embesto em fazer novamente um blogue, aí eu teria que fazê-lo todo denovo. Criar nome, endereço, cabeçalho, colocar links… Só que tudo isso me levou a uma nova conclusão. Eu não estava mais persistindo em algo, eu estava apenas desistindo de desistir!

Fantástico como a lógica é exata, é ambigua (sem trema porque é um adjetivo que se refere à ‘lógica‘. Viu como é importante a trema? Não sei por quê querem tirá-la da gramática) e é relativamente complexa, por isso muito contraditória se quisermos.

Olha, eu já tinha notado muita coisa em mim, mas esse incessante desejo em desistir das coisas está se tornando grave. Enjoar de algumas coisas, às vezes é normal, mas sempre? Acho que preciso de uma psicóloga, mas… tô com preguiça hoje.

Imagina se eu enjoar de mim mesmo (ou seria ‘de eu mesmo’?) Imagine if I get tired of myself (melhor assim)? Isso até já aconteceu, mas fazem alguns anos. Foram anos difíceis. Todos os dias pareciam segundas-feiras.

Segunda-feira! É isso! A culpa óbviamente é da segunda-feira. Claro, voltei do feriadão na SEGUNDA-FEIRA, por isso o desânimo! Euréca! Que gênio. A segunda-feira é o pior estado de espírito dos seres humanos. A segunda-feira é o dia internacional de não ser legal. É o dia de não-rir e de não-fazer piadas. E não sou só eu que digo isso.

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Cadê os ovinhos?

24 março 2008

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Sorte minha que o coelhinho que passou lá em casa não foi esse.